Marketing na crise: o que aprendemos até agora?

marketing na crise

Foi no 16 de março que boa parte das empresas se deu conta da gravidade do que estava por vir.

Escritórios, consultórios, restaurantes, bares, shoppings, lojas de rua. De repente todos precisaram fechar suas portas e buscar uma saída para esse novo e desafiador cenário.

Parece pouco tempo. E parece também que uma eternidade já passou. Tempo suficiente para aprender e, principalmente, desaprender.

Neste novo normal, o produto que desapareceu da prateleira foi a normalidade. E passamos a viver em um estado permanente de mudança.

Já deu para tirar muitas lições de tudo isso.

A primeira delas, não poderia ser diferente:

A mudança é o novo normal

Sentiu um desconforto aí no sofá? Pois é, por aqui também. A única certeza que temos neste momento de crise é que nada será como antes. O resto é exercício de futurologia. O fato que temos em mãos é que o comportamento do consumidor já mudou. Nossos hábitos também estão mudando. E ninguém sabe exatamente o que vem pela frente.

Se a mudança é o novo normal, precisamos mudar rápido

Sabe aqueles planejamentos anuais, semestrais? Isso é coisa de 75 dias atrás. Hoje a mudança de rota, em muitos casos, acontece semanalmente. Diariamente. Em questões de horas.

É preciso ser ágil para tomar as decisões. Para corrigir os rumos da estratégia. Para atender às novas expectativas de um consumidor que também não sabe muito bem o que quer, o que precisa. É a era complexa das incertezas.

E para mudar rápido de rumo, só mesmo conhecendo muito bem o seu cliente.

Quem é o seu consumidor?

Público alvo, persona, cliente ideal. Não fique preso às nomenclaturas, às técnicas. O importante é que você se debruce sobre os dados que possui e tente saber quem é a pessoa que compra o seu produto ou serviço. Isso é fundamental em tempos em que a estratégia de marketing precisa ser alterada num curto prazo. Curtíssimo prazo para ser mais honesto.

Conhecendo bem o seu cliente, buscando entender seus novos hábitos e seu papel neste cenário você vai conseguir ser mais cirúrgico na sua comunicação. Mais eficiente. E isso, em tempos de crise, é música para os ouvidos do gestor.

As pessoas estão mais em casa. Reclusas. Mas isso não quer dizer que não estão consumindo. As formas de comunicar é que mudaram. Um outdoor talvez não faça tanto sentido nesse momento, dependendo do público, claro. Mas o digital ganhou muita força, com as redes sociais, portais de notícias. A TV retomou sua relevância.

Não existe mais espaço para desperdícios no marketing. E quando você tem uma persona bem definida, quando você conhece bem o seu cliente, o desperdício é, sem dúvidas, muito menor.

Marketing e Vendas precisam caminhar lado a lado

Marketing digital gerando resultados de negócio. Esse é o desejo de 10 entre 10 gestores. Um desejo que é mais facilmente transformado em realidade quando os setores de Marketing e Vendas caminham lado a lado.

Geração de leads, automação de marketing, CRM, BI. Se isso não te diz nada, por favor. Google neles. Porque, com toda certeza, você está deixando dinheiro na mesa.

Quem entrou nessa crise com os times de Marketing e Vendas remando para o mesmo lado, com as agências parceiras sendo menos agências e mais parceiras, está a alguns passos à frente.

Sabe o que acontece quando existe essa sinergia? Um abastece o outro de informações. Um contribui para que o outro trabalhe de forma cada vez mais assertiva. E não há nada mais valioso nesse período de crise.

Cliente novo chegou via Marketing? O Comercial já possui as informações para dar andamento a uma venda mais personalizada, individualizada. Venda feita ou perdida? O Marketing é quem se beneficia, colhendo informações valiosas que ajudam a direcionar as campanhas.

Sua comunicação precisa ser humana, precisa ter verdade

A era da comunicação unilateral já ficou para trás. Há muito tempo. No passado, as marcas falavam e os consumidores, em sua maioria, recebiam passivos as mensagens. Hoje é o cliente quem dita as regras.

Hoje precisamos participar das conversas.

Os consumidores estão mais atentos, mais exigentes, têm mais acesso à variedade de produtos e serviços, buscar isso ficou fácil ao acesso de um clique. E por isso é tão importante conhecer bem esse cara pra conseguir “fisgar” a atenção dele.

É preciso pensar em seus micro momentos, em aproveitar todas as oportunidades de contato para construir essa relação (não é mais uma imagem da marca, mas sim uma relação entre a marca e o consumidor). É da percepção dessa experiência, dessa relação, que ele vai ser influenciado e vai influenciar outras pessoas.

E isso significa estar no rádio, na TV, no jornal, na revista, no site, no Facebook, no Instagram, no Tik Tok. Em tudo isso. Ou em nada disso.

Mas não estar por estar. É estar caso o seu público esteja lá. E, mais do que isso: caso ele deseje se relacionar com você por lá.

Por

Daniel Vizeu

Daniel Vizeu

CEO da Agência Cubo

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