Apesar de muita gente achar que é fácil conquistar resultados consistentes e agregar valor à uma empresa ou produto trabalhando com um influenciador digital, isto requer muito mais do que uma simples escolha.
Neste conteúdo vamos falar sobre este assunto e como utilizar um influenciador em sua estratégia de marketing digital.
Antes de começar, é fundamental entender alguns conceitos:
O que realmente é um influenciador digital?
De acordo com a Rock Content, “influenciadores digitais são pessoas ou grupos de pessoas que produzem conteúdo (texto, vídeo, imagem) em diferentes tipos de canais e que conseguem alcançar, encantar e influenciar o comportamento de um determinado segmento da população”.
Sua origem pode ser atribuída à chegada da internet e seus meios de produção de conteúdo, como fóruns de discussão, blogs, flogs, comunidades online de jogos, etc. Desde o Orkut já havia digital influencers. Mas o status atual só foi adquirido com a popularização e, consequente, chegada das marcas ao universo das redes sociais.
Seja no Youtube, Instagram, Twitter, Facebook, LinkedIn, em qualquer uma das mídias socais, lá estão eles.
Alguns números do mercado de influenciadores digitais
- Mercado movimentou US$ 4 bilhões em 2017
- 313 mil influenciadores digitais no Brasil
- Empresas planejam aumentar em 39% o orçamento para ações com influenciadores
Fonte: Revista Exame | Youpix
Quais os tipos de influenciadores existentes?
Quem são essas pessoas? Qual papel elas desempenham? E o principal: qual o impacto das suas atividades, da sua ação, nas marcas e produtos?
É importante ter em mente que cada tipo de influenciador pode funcionar melhor ou ter resultados piores de acordo com a estratégia do seu marketing de influência. Objetivo, investimento, engajamento, conversão, exposição, tudo varia de acordo com o tipo de influenciador.
Macro influenciador
- milhares de seguidores ou inscritos em seus canais
- alto investimento do anunciante
- produção cara
- cachê astronômico
- geram um grande alcance
- despertam desejo
- geram reconhecimento para a marca
- baixo engajamento e conversão com relação aos micro influenciadores
Os macro influenciadores, como o nome já dá uma pista, são aqueles grandões, com um alto número de seguidores em suas redes. No Brasil, falamos de Felipe Neto, Carlinhos Maia, Kéfera, Whinderson Nunes, essa galera que bomba na internet!
Os macro são mega conhecidos e com seus seguidores têm o poder de ampliar a exposição, gerar grande repercussão, buzz. São as novas “celebridades” que ganham a mídia, e muitas vezes, atravessam o campo da internet.
As ações com esse tipo de influenciador despertam desejo, geram reconhecimento, mas necessitam de um grande investimento, tanto na contratação dessa pessoa quanto na produção de um conteúdo diferenciado que – mais importante – se alinhe com o perfil e a audiência desse cara.
Entretanto, de acordo com estudos mais recentes sobre o marketing de influência, apesar do grande alcance, as ações com os macro influenciadores têm um engajamento e uma conversão menores do que as ações com os micro influenciadores. Que são os próximos aqui da nossa lista.
Micro influenciador
- 2, 3, 5, 10 mil seguidores
- baixo investimento do anunciante
- atuação mais específica, em nichos
- relação mais próxima com seu público
- proximidade gera engajamento e taxa de conversão maior
Este grupo começou a ganhar a atenção dos departamentos de mídia mais recentemente, sobretudo neste momento de crise. É que os micro influenciadores demandam um investimento bem menor se comparado aos macro influenciadores.
A atuação dos micro influenciadores geralmente é mais específica.
Como assim mais específica?
O micro influenciador, normalmente, faz parte de um determinado nicho e é especialista em algum assunto. São atletas, nutricionistas, dermatologistas, maquiadores… enfim, uma gama extensa de profissionais que possuem uma bagagem prévia suficiente que os torna um influencer naquela determinada área. Podem, inclusive, ser uma personalidade local.
Eles têm bem menos seguidores que os macro, claro, mas por outro lado, se relacionam de uma forma muito mais próxima o seu público.
Mas o que isso significa?
Bom, significa que essa proximidade gera taxas de engajamento e conversão muito maiores, principalmente quando o público alvo de uma marca dialoga com a audiência desse micro influenciador!
O influencer de uma micro-comunidade online muito específica. Um especialista em pequenas coisas, pequenas causas, micro-tribos e temas pontuais. Um carismático rei das minorias. Das micro-minorias.
Eu influenciador
- pessoas comuns
- experiências reais com marcas, serviços e produtos
- possuem forte poder de influência sobre seu círculo próximo
- influencia diretamente e é influenciado
- buscar entendê-lo é o caminho para o sucesso na comunicação
- o foco precisa ser na experiência
Primeira coisa importante a saber: quem é esse influenciador?
Esse sou eu, você, somos todos nós. São pessoas comuns que se relacionam, que têm experiências reais com marcas, serviços e produtos. E que possuem um forte poder de influência no processo de decisão de compra das pessoas próximas. Aqui na agência a gente passou a chamar recentemente de “eu, influenciador”.
Essa pessoa é aquela que vai no seu restaurante, na sua loja ou contrata algum dos seus serviços e, depois, vai para as redes sociais – especialmente o Instagram – dar o seu ponto de vista.
Só que essas impressões, sejam elas boas ou ruins, acabam por impactar na opinião de pessoas próximas no seu dia a dia, como parentes, amigos, colegas de trabalho, de faculdade, entre outros.
A complexidade desse cara gera, anualmente, centenas de estudos, sejam no marketing, na psicologia, na neurociência. E entendê-lo, ou pelo menos buscar entendê-lo, é um grande caminho para o sucesso da sua marca ou produto, já que ele pode se comportar como o maior influenciador para o seu negócio.
O modelo de relacionamento com o consumidor mudou
Se antes o processo de comunicação entre marcas e consumidores era impositivo, bem Escola de Frankfurt, para a qual as pessoas eram receptoras passivas das mensagens, eram induzidas, hoje, com a internet, a democratização do acesso à informação e o empoderamento do consumidor, essa conversa mudou radicalmente. Afinal, os consumidores agora estão:
- mais atentos
- mais informados
- mais exigentes
- tem acesso a mais produtos
E sabe por quê? Porquê buscar esse tipo de informação ficou fácil. Melhor, a um clique. E por conta disso que a experiência tornou-se tão importante. Antes você podia ter um produto único. Hoje pode proporcionar uma experiência única.
Para se beneficiar de toda força de influência do “eu, influenciador”, você precisa:
- pensar como ele
- ouvi-lo
- aperfeiçoar o produto à exaustão
- ter um produto que atenda às reais necessidades desse cara
- ter uma comunicação criativa, inovadora, transparente
- pensar em seus micro momentos
Feito isso é hora de cuidar de uma comunicação que traduza toda essa experiência, que crie uma identificação. E isso inclui não só o branding e uma campanha matadora! É preciso olhar para todos os lados.
Antigamente era o impresso, o rádio, a TV e, agora, é a coqueluche do digital. Hoje na agência a gente administra mais verbas de digital que qualquer outra coisa.
Mas é importante pensar que para influenciar o “eu, influenciador” é preciso pensar em seus micro momentos, em aproveitar todas as oportunidades de contato para construir essa relação (não é mais uma imagem da marca, mas sim uma relação entre a marca e o consumidor). É da percepção dessa experiência, dessa relação, que ele vai ser influenciado e vai influenciar outras pessoas.
E isso significa estar no rádio, na TV, no jornal, na revista, no site, no Facebook, no Instagram.
Mas não é estar por estar. É estar caso o seu potencial cliente, caso a sua persona, esteja lá!
O digital é muito forte, é sim o futuro, mas vivemos em um país onde metade da população ainda não tem acesso à internet e muitos têm acesso a uma internet de péssima qualidade. É gente pra caramba!
Experiência: é esse cuidado que precisa ser priorizado. Não adianta mais falar que você é bom. Você precisa efetivamente ser bom.
Marca bem construída + Experiência positiva
Essa dupla pode muito bem estimular o compartilhamento, a participação, a produção de conteúdo pelo usuário.
E como usar esse cara, esse “eu influenciador”, em favor da sua marca?
- estimular o compartilhamento, a participação
- estimular a produção de conteúdo pelo usuário
- produzir conteúdo com o usuário
É recrutar esse cara para falar da sua marca. E isso só acontece quando a experiência é positiva, quando a marca é bem construída e essa pessoa se identifica com ela.
Para resumir o trabalho com o “eu, influenciador”, a gente precisa pensar em alguns pontos principais:
- construir uma boa experiência (seja produto ou serviço)
- ter uma persona bem definida (e aqui a gente sabe onde essa pessoa está, quais os seus micro-momentos que podem ser usados para contato)
- criar um processo de comunicação estratégico, mas, sobretudo, criativo
- cuidar para que a experiência seja sempre positiva, evoluindo o produto ou serviço
- enfrentar as crises com transparência e respeito
Dicas de ouro para trabalhar com influenciadores e ter bons resultados:
Avalie
- O perfil do influenciador é compatível com o discurso da minha marca?
- Seus seguidores são semelhantes à minha persona?
- O influenciador gera engajamento em suas publicações?
- Como o influenciador lida com situações adversas?
Defina
- O objetivo da sua ação com o digital influencer
- Quais canais serão utilizados?
- Qual o orçamento disponível?
- Qual a duração da ação?
Como você pode ver, a contratação de um digital influencer é um pouco mais complexa do que pode parecer à primeira vista. E, antes de contratar um influenciador digital para a sua empresa, você deve avaliar alguns pontos essenciais.
Conteúdo atualizado em 17/05/2021